UM TREM NO PEITO: Uma leitura do Seminário 10 — A Angústia, a partir da expressão mineira
- Rodrigo Neiva
- há 4 dias
- 1 min de leitura

Há sentimentos que chegam antes da palavra.
A gente tenta explicar, organiza frases, procura razões, mas alguma coisa permanece ali, pousada no peito, sem aceitar tradução.
O mineiro, talvez por sabedoria ou economia de linguagem, não diz que está angustiado.
Diz apenas:
“Estou com um trem no peito.”
E basta.
Entre a simplicidade dessa expressão e a sofisticação da teoria lacaniana, existe um encontro inesperado: ambos apontam para aquilo que insiste, para aquilo que não se deixa capturar inteiramente pelas palavras.
Talvez a angústia seja justamente isso:
não a falta de sentido,
mas o excesso dele.
Dia 19 de junho, sexta-feira.
Uma conversa entre linguagem, psicanálise e poesia para escutar aquilo que insiste quando a palavra não basta.
Um Trem no Peito.
Porque nem toda dor pede remédio.
Algumas pedem escuta



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